quarta-feira, 16 de julho de 2008


Escrever mas sobre o quê? Esgotada por saber que o termo é nada. Pedidos para gravar neste lugar alguma coisa a que eu possa chamar de convincente mas apenas o que a minha mente consegue notificar é nada. Palavras separadas, impedidas de se juntarem para formar uma ideia. Nada. Digo. Talvez seja a causa de uma essência que não se expressa. Noites a pensar e episódios passados á espera de uma demonstração que desenvolvam uma frase. Lá debaixo dos cobertores onde a palavra realidade não existe, persiste a imaginação do tudo. E estas confrontam-se no terno espaço onde fico dividida pela existência e pela fantasia. Mas não quero a escolha quero a deliberação sem-fim. No entanto neste momento quando escrevo a razão é nenhuma de alguma. Confesso que o meu juízo está baralhado por tantas afirmações. Umas desnecessárias. Mas eu só quero o melhor e espero que de passagem se aperceba. Já tive tantos segundos só meus mas as perguntas são infinitas – sobre o quê?
Encorajar, esforçar a comunicação para que eu caracterize algo de que nem sei do que falo para arquitectar um assunto. Não percebo para quê. A razão hoje não sei. Perguntam do que escrevo? De nada. Só com isto disse tudo.


2 comentários:

ATÚM disse...

Obrigada :$
Claro que sim... problema nenhum (:

beijinho

Lúcia disse...

Bem disses.t realmente tudo. Muito esclarecedor. A pressão de escrever alguma coisa não estragou o resultado. x)