domingo, 5 de abril de 2009

give me some attitude

História feita por mim e pelo Henrique, um escrevia qualquer coisa e o outro tinha de continuar.
Era uma vez uma menina chamada Raquel, que usava uma mala que dizia 'Desigual' para as pessoas terem a certeza que não era normal, pois ela para aliviar o stress obtido de estudar demasiado inglês e outras disciplinas leves, fazia exercicios de matemática. Ela tinha três irmãos de raça negra e acostumava-se a dormir no tapete junto ao cão Henrique. Mas certa noite, na clarabóia da escuridão luminosa a Raquel começou a sentir as suas características caninas a transbordarem de bruteza. Arregaçou as suas mangas compridas de pêlo e foi para o pobre varandim uivar de agonia pois encontrava-se com o resto do osso do Henrique encravado na garganta, o que fazia com que o seu uivar soasse a uma flauta desafinada. Enquanto o seu cão continuava um sono descontraído os seus irmãos acordaram exaltados com o uivar desconhecido. Warta, Chú e Mariana levantaram-se das suas camas de palha e feno e foram averiguar o que se passava. Encontrando a sua irmã naquele estado foram chamar a mãe Isabel que trouxe a espingarda com tranquilizador do tempo em que caçava rinocerontes nas terras onde se fala afrikaans. A Isabel entrou em pânico e começou por grunhir os seus HUM'S de forma violenta e radical enquanto fazia a manobra de Aimjhyebf à Raquel. Parecia que o osso queria ganhar a partida mas Isabel de porte quadrado e voz de Zézé Camarinha gritou desalmadamente - " Raquel! Hum, sim! Modelação! " e o osso saltou-lhe directamente da garganta e foi-se alojar nas cordas vocais da professora de Geometria que enquanto apanhava as cuecas do marido que tinham misteriosamente voado pela janela. Agora com uma voz mais esganiçada devido ao osso ruge: "Ai caralho ! Então fofinha?!" e chama o seu marido para tentar remover o osso com o mesmo cuidado que ela apanha as ervinhas na casa à beira da estrada com a matilha que fazia intenção de soltar à mãe Isabel que lhe provocara tamanho inconveniente.
Mas este episódio foi esquecido e a família decidiu habitar o Ramalhete pois não suportava recordar mais tais acontecimentos. O Ramalhete tinha aspecto de bordel e possuía no cimo uma cruz invertida. A renda que a velha Helena Tavares pedia parecia absurda, naquela casa já só jaziam as heranças de Carlos e Maria Monforte pelo que Isabel não contentando-se com tal renda decidiu bofetear Helena que logo num instante deixou escapar o pó e o cheiro a mofo que possuía à já 459 anos. Mas agora sim, era o momento. Enquanto Helena rebolava pelo sotão para recuperar as camadas de pó perdidas, Isabel cortava a cabeça do cão Henrique para dar de comer às filhas, pois com o preço da renda era difícil conseguir pagar bom peitinho de frango para dar às filhas. Assim, teve de que pensar numa solução, o que deixou Helena surpreendida pois quando foi ao dentista substituir as molas que impedem-a de não sorrir vira as costas e lê acima da cruz invertida: CASA PIA. Isabel ia cometer lenocínio !
Mas Chú não a deixou! Era cruel demais ver as suas amiwinhas despojadas no mundo do obsceno. Chu decidiu então aconcelhar Isabel a procurar apoio psicológico e emocional junto de Magda, que a guiou para a luz, um caminho seguro junto de Jesus Nosso Senhor.
Mas a intenção de Magda era outra. Usando a fachada da Igreja com origem nas favelas do Rio "Acredite que se Realiza", juntamente com o Psicopético Ova Petinga e a Supra-sumo da Ordem Andreia Simão, pretendia tornar o Ramalhete na versão portuguesa de Bunnyranch. Isabel e as suas filhas caíram na fachada com a maior das facilidades ! Apenas Helena se apercebeu do que se estava a passar, usando a sua capacidade de não ouvir as outras pessoas revoltou-se contra Magda e espetou-lhe no meio da testa o Cristo Amarelo de Gaugin para que se lembrasse de como seria sofrer na cruz caso não lhe entregasse as chaves da casa que roubara a Isabel enquanto ressonava que nem uma porca. A reacção de Magda foi inesperada e atacou Helena com uma água colónia de Rosas que combatiam os ácaros da peruca de Helena. Esta não se deixou rebaixar e recitou o hino Francês num tom melancólico de Maria Callas e de seguida proferiu as palavras " Ora, ora cá está! " e arrebatou Magda numa profunda hipnose que a levou aos primórdios da sua existência.
(...)

2 comentários:

Gila disse...

AHAHAH, brutal! x)

Lúcia disse...

Bem, dificil de acompanhar, mas sem duvida imaginativa, inspiradora, intuitiva, individual... wtv
Gostei.