Não dei pelas horas passarem e enterrei-me num profundo sono de esquecimento. Perguntei à vida se ela me dava mais uma chance, mas ela continuou a sussurrar por entre os arbustos das ilusões. Estou cansada, preciso de dormir e viajar no infinito. Não posso, esqueci-me das penas de pavão. Até mais ver disse eu num tom de melancolia, quem sabe se voltarei. Encandeia-me a luz da curiosidade. Para onde é que ela foi? Deixei de a absorver nos meus sentidos. Custa-me. Voltarei? As minhas aguarelas estão aqui, a meu redor. Porque é que elas não se deixam de impertinências e se juntam aqui à minha imaginação. Está cá tudo não está? Então e aquele friozinho que corrompia a minha barriga? Fugiu ele? Dá-me cá a chave que eu quero ser curiosa. " Nunca serás ninguém na vida", já o sou, porque não desorganizá-la? Deixa-me fugir sem os parâmetros de correcção que eu já levo aqui bem fechado na minha mão os limites da vida. Deixa, vou solta-los, ou voltar a adormecer outra vez. Espera eu não sonhei.
domingo, 1 de março de 2009
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